O maior problema do
Bahia é não ter quem desacelere o jogo.
Um cara que, se enxergar
Júnior (ou até mesmo Souza) numa possível corrida contra um zagueiro, não vai
tocar, por saber que ele não ganha em velocidade. Um cara que saiba olhar e tocar
para trás e para o lado, onde pode encontrar alguém mais rápido, como Gabriel ou
Ávine, e de frente para o gol.
O que Ricardinho foi
raras vezes ano passado, o que pode ser Kleberson se contratado. Mas embora veja a
chegada de Kleberson até com mais otimismo, eles foram muito mais do que
são. Sem ligação com o clube e com 33 anos, dificilmente um atleta vai ter
físico e comprometimento confiáveis.
No entanto, essa
semana o time pode ter resolvido outro problema.
Desde que Souza se
lesionou, fazer gol é um suplício. A Gabriel-dependência é nítida. Verdade que Mancini
se enquadra em caso parecido com o de Kleberson, mas chuta de longe e quebra o galho dos dois lados. E Elias, embora contato tenha sido apenas por jogo contra o
Sport, flashes de Resende e Youtube, é um atacante que mistura velocidade (que Souza e Júnior não têm) com razoável capacidade de finalização.
Podem não resolver,
podem nem ser titulares, mas dão outras possibilidades. De reservas para Gabriel e
para Souza, mas também de comparsas para eles. Mais do que, por exemplo, Júnior, Ciro, Jones
e Zé Roberto.
(...) Kleberson
(Fabinho) e Fahel (Lenine); Mancini (Magno/Morais), Gabriel (Vander) e Elias (Lulinha);
Souza (Júnior/Rafael). Já estivemos pior.
Mas um zagueiro
ainda é bem-vindo.
