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segunda-feira, 18 de junho de 2012

Um problema a menos?

O maior problema do Bahia é não ter quem desacelere o jogo.

Um cara que, se enxergar Júnior (ou até mesmo Souza) numa possível corrida contra um zagueiro, não vai tocar, por saber que ele não ganha em velocidade. Um cara que saiba olhar e tocar para trás e para o lado, onde pode encontrar alguém mais rápido, como Gabriel ou Ávine, e de frente para o gol.

O que Ricardinho foi raras vezes ano passado, o que pode ser Kleberson se contratado. Mas embora veja a chegada de Kleberson até com mais otimismo, eles foram muito mais do que são. Sem ligação com o clube e com 33 anos, dificilmente um atleta vai ter físico e comprometimento confiáveis.

No entanto, essa semana o time pode ter resolvido outro problema.

Desde que Souza se lesionou, fazer gol é um suplício. A Gabriel-dependência é nítida. Verdade que Mancini se enquadra em caso parecido com o de Kleberson, mas chuta de longe e quebra o galho dos dois lados. E Elias, embora contato tenha sido apenas por jogo contra o Sport, flashes de Resende e Youtube, é um atacante que mistura velocidade (que Souza e Júnior não têm) com razoável capacidade de finalização.

Podem não resolver, podem nem ser titulares, mas dão outras possibilidades. De reservas para Gabriel e para Souza, mas também de comparsas para eles. Mais do que, por exemplo, Júnior, Ciro, Jones e Zé Roberto.

(...) Kleberson (Fabinho) e Fahel (Lenine); Mancini (Magno/Morais), Gabriel (Vander) e Elias (Lulinha); Souza (Júnior/Rafael). Já estivemos pior.

Mas um zagueiro ainda é bem-vindo.

quinta-feira, 14 de junho de 2012

Nosso Messi

Hoje, só três times podem ter Messi. O Barcelona, a Argentina e aquele que você controla no videogame ou no computador. Fora eles, ninguém. Por outro lado, quase todo time tem um Messi. O do Bahia é Gabriel. 

Ele é o cobrador de faltas, é o líder em assistências, é quem melhor bate na bola. E só não faz mais gols porque fica limitado ao lado direito.

Como vem de lá pro centro, nas poucas vezes em que ele tem ângulo pro chute, a bola tá no pé esquerdo, que não é o bom. Então ele finaliza pouco, fica fácil de ser marcado e deixa a equipe torta.

Com passe e visão que tem, pode distribuir o jogo pelo meio. Com liberdade, pode vir da esquerda para o centro, ficar de frente para o gol e chutar com o peito de pé ou de chapa. Como ele gosta, mas como só pode fazer para cruzar, se reduzido à direita. Para onde ele continuaria podendo ir, quando necessário, para fazer os cruzamentos de gênio. Só que sem se limitar a isso.

Na prática, um meia-atacante com liberdade para se movimentar de um lado a outro, entre volantes e atacante(s).

Em resumo, ideia é pegar quem tem o maior potencial e tentar ir além, para melhorar o jogador e aumentar as opções que ele dá ao time. Que cresce com ele.

Foi o que Guardiola fez com Messi, que deixou de ser um ponta-direita questionado por “uma jogada só” para ser, indiscutivelmente, um dos maiores da história. Gabriel não é Messi, mas reconhecendo o tamanho de cada um, e a importância do nosso para a equipe, podemos tentar fazer a mesma coisa com ele.

Ps: A intenção não é fazer Gabriel achar que é Deus. Mas ele, Falcão e equipe devem estar cientes de quem é "o cara" do clube hoje. E embora não faça milagre, ele e o time podem evoluir.

segunda-feira, 11 de junho de 2012

O blog

As duas interpretações são válidas para "o Bahia que importa".

A ideia é falar do Bahia que me interessa, mas também deixar claro que, no fim das contas, o Bahia que é o essencial.

Porque o time tem que voltar a ser grande, como a história e a torcida do clube nunca deixaram de ser.

(Investimento na parte visual vai chegar quando o tempo aparecer).


Ps: Se você lê este post hoje, já sabe que blog foi rebatizado. Felizmente, embora raciocínio se mantenha.