Uma avaliação é que o time só se livrou com um gol aos 43 do segundo tempo na última rodada, e a outra é que terminou seis pontos à frente do mais bem colocado entre os rebaixados.
Ambas são válidas. Dia desses li esse dessa,
que também escolhe um lado para discorrer sobre, que é o da mediocridade, mas que me parece pecar na contextualização.
Para falar do Bahia
de hoje, a gente tem que levar em conta não só os feitos fantásticos de 1959 e
1988, mas a tragédia que o time protagonizou do final dos anos 90 até o fim dos
anos 2000.
Desde sua
fundação em 1931, o Bahia nunca tinha ficado mais de cinco anos sem ganhar o Campeonato Baiano. De 2001 a 2012, foram 11.
Até 1997, o tricolor tinha jogado a segunda divisão apenas em 1981, quando o campeonato nacional ainda era uma
confusão de regulamentos ano após ano. Já de 1998 a 2010, só esteve na elite de
2000 a 2003, com direito a passagem pela série C em 2006 e 2007.
Há cinco anos, o
Bahia não só estava há outros cinco sem o título estadual, jejum que
viria se alongar por mais seis, como também estava na Série C. Hoje, o time tem
em Gabriel uma das grandes promessas do futebol brasileiro, chegou às quartas-de-final da Copa do Brasil, é o atual campeão
baiano, e está na Série A, onde fez a quinta melhor campanha quinta melhor campanha do segundo turno.
Lógico que é necessário
reconhecer os problemas. Do caminhão de reforços que desembarcou no Fazendão, só Neto
virou titular. E de quem está no clube desde o início do ano ou antes, além de Lomba, Hélder, Gabriel e Souza, quem mais é indispensável?
Um consolo é a base.
Em 2012 o Esquadrãozinho chegou à
semifinal da Copa do Brasil sub-20, onde eliminou e venceu o Santos dentro da
Vila Belmiro. Anderson Talisca é a pérola, mas não é o único que pode subir aos
poucos.
A paciência e o
cuidado que o clube deve ter com esses meninos deve ser a mesma que deve ter na
hora de contratar e de planejar o porvir. Como o Bahia só começa o estadual no meio
de março, diferente de quase todo o resto do país, é possível fazer uma
pré-temporada decente e ter um 2013 melhor ainda.
Sem usar o passado longínquo como
muleta, e sim como busca de respeito e motivação para quem quiser jogar. Mas também sem esquecer dos anos 2000, quando o Bahia fez um esforço hercúleo para ficar pequeno.
Que a diretoria tenha aprendido com os erros daquela época, e que aprenda com os deste ano, para que 2013, como 2012, termine melhor do que começou. Assim, em breve o time pode voltar a ser do tamanho do clube. A distância entre os dois já foi bem maior.


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