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quinta-feira, 14 de junho de 2012

Nosso Messi

Hoje, só três times podem ter Messi. O Barcelona, a Argentina e aquele que você controla no videogame ou no computador. Fora eles, ninguém. Por outro lado, quase todo time tem um Messi. O do Bahia é Gabriel. 

Ele é o cobrador de faltas, é o líder em assistências, é quem melhor bate na bola. E só não faz mais gols porque fica limitado ao lado direito.

Como vem de lá pro centro, nas poucas vezes em que ele tem ângulo pro chute, a bola tá no pé esquerdo, que não é o bom. Então ele finaliza pouco, fica fácil de ser marcado e deixa a equipe torta.

Com passe e visão que tem, pode distribuir o jogo pelo meio. Com liberdade, pode vir da esquerda para o centro, ficar de frente para o gol e chutar com o peito de pé ou de chapa. Como ele gosta, mas como só pode fazer para cruzar, se reduzido à direita. Para onde ele continuaria podendo ir, quando necessário, para fazer os cruzamentos de gênio. Só que sem se limitar a isso.

Na prática, um meia-atacante com liberdade para se movimentar de um lado a outro, entre volantes e atacante(s).

Em resumo, ideia é pegar quem tem o maior potencial e tentar ir além, para melhorar o jogador e aumentar as opções que ele dá ao time. Que cresce com ele.

Foi o que Guardiola fez com Messi, que deixou de ser um ponta-direita questionado por “uma jogada só” para ser, indiscutivelmente, um dos maiores da história. Gabriel não é Messi, mas reconhecendo o tamanho de cada um, e a importância do nosso para a equipe, podemos tentar fazer a mesma coisa com ele.

Ps: A intenção não é fazer Gabriel achar que é Deus. Mas ele, Falcão e equipe devem estar cientes de quem é "o cara" do clube hoje. E embora não faça milagre, ele e o time podem evoluir.

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