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terça-feira, 18 de setembro de 2012

A trinca

O melhor do Bahia nessa sequência fantástica é a combinação de gana, seriedade e bola.

Aos 27 minutos do segundo tempo, e não falamos de falta ou escanteio, são cinco (cinco!) homens dentro da área, mais um lateral na ponta-esquerda. Todo mundo potencialmente cansado, mas sem perder o ímpeto, no abafa.

Apesar de certa inconsequência, já que contra-ataque seria um Deus nos acuda, me agrada a vontade que o lance passou.

Atrás, Titi e Danny Morais (embora tenha falhado) estão cada vez mais entrosados e cientes de limitações, indispensáveis quando falta categoria. Graças também aos dois, tem acontecido o que há pouco tempo seria inacreditável. Lomba não entra na seleção de rodada e, ainda assim, o Bahia ganha.

E ganha também por causa de Neto e Jussandro, bons ofensivamente, e por causa de Hélder, Diones e Fahel, em sintonia que há tempos não se via.

Hoje o Bahia tem uma base definida, tem jogado melhor e, o mais chocante, tem até laterais jogando como laterais.

Depois de incontáveis erros, lesões e mudanças em excesso e que poucos entendiam, o time caminha certo. Que continue assim.