Na época em que
jogava Championship Manager, o contrato que assinava com um jogador incluía
a relevância dele, pelo menos na teoria. Dos cinco níveis, o quarto era “importante” e o último era “indispensável ao clube”.
Com base nesse
contrato, as duas partes assumiam o nível de cobrança que cada um tinha com
outro, e o jogador podia tanto recusar um contrato por causa dessa cláusula,
como cobrar mais espaço com base nela.
O Bahia do ano passado
tinha seus três principais jogadores em Gabriel, Souza e Lomba. No gol Omar
era um ótimo reserva, o que fazia de Gabriel e Souza os únicos indispensáveis “no
contrato” e na prática. Hoje, um deles saiu e o outro ganhou sombra de Obina e
de Michael Jackson, o que nos leva à pergunta: quem vai liderar o Bahia?
Principalmente na
reta final do ano passado, Hélder e Neto foram os nomes. Mas a questão é se eles
conseguem evoluir de “importantes” para “indispensáveis” não só pela ausência
de melhores, mas pelo futebol que vão jogar.
Não dá para tirar
conclusões do fraquíssimo jogo contra o Conquista, nem pra concordar que “o
time é isso aí”. De potenciais titulares, ali não estavam Toró, Talisca, Adu, Ryder
e Souza. Isso pra não falar de Ávine e dos meninos da base (Madson, Railan e Anderson).
Em outras palavras, a pergunta continua. Não importam quantos sejam, o Bahia precisa que alguns jogadores assumam
o posto de indispensáveis. Por carência, mas por mérito também. Apostas?
