O melhor do Bahia nessa
sequência fantástica é a combinação de gana, seriedade e bola.
Aos 27 minutos do
segundo tempo, e não falamos de falta ou escanteio, são cinco (cinco!) homens dentro
da área, mais um lateral na ponta-esquerda. Todo mundo potencialmente cansado,
mas sem perder o ímpeto, no abafa.
Apesar de certa inconsequência,
já que contra-ataque seria um Deus nos acuda, me agrada a vontade que o lance
passou.
Atrás, Titi e Danny
Morais (embora tenha falhado) estão cada vez mais entrosados e cientes de limitações, indispensáveis quando
falta categoria. Graças também aos dois, tem acontecido o que há pouco tempo
seria inacreditável. Lomba não entra na seleção de rodada e, ainda assim, o
Bahia ganha.
E ganha também por
causa de Neto e Jussandro, bons ofensivamente, e por causa de Hélder, Diones e
Fahel, em sintonia que há tempos não se via.
Hoje o Bahia tem uma
base definida, tem jogado melhor e, o mais chocante, tem até laterais jogando como laterais.
Depois de
incontáveis erros, lesões e mudanças em excesso e que poucos entendiam, o time
caminha certo. Que continue assim.
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