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segunda-feira, 18 de março de 2013

Jogando CM

Na época em que jogava Championship Manager, o contrato que assinava com um jogador incluía a relevância dele, pelo menos na teoria. Dos cinco níveis, o quarto era “importante” e o último era “indispensável ao clube”.

Com base nesse contrato, as duas partes assumiam o nível de cobrança que cada um tinha com outro, e o jogador podia tanto recusar um contrato por causa dessa cláusula, como cobrar mais espaço com base nela.

O Bahia do ano passado tinha seus três principais jogadores em Gabriel, Souza e Lomba. No gol Omar era um ótimo reserva, o que fazia de Gabriel e Souza os únicos indispensáveis “no contrato” e na prática. Hoje, um deles saiu e o outro ganhou sombra de Obina e de Michael Jackson, o que nos leva à pergunta: quem vai liderar o Bahia?

Principalmente na reta final do ano passado, Hélder e Neto foram os nomes. Mas a questão é se eles conseguem evoluir de “importantes” para “indispensáveis” não só pela ausência de melhores, mas pelo futebol que vão jogar.
 
Não dá para tirar conclusões do fraquíssimo jogo contra o Conquista, nem pra concordar que “o time é isso aí”. De potenciais titulares, ali não estavam Toró, Talisca, Adu, Ryder e Souza. Isso pra não falar de Ávine e dos meninos da base (Madson, Railan e Anderson).

Em outras palavras, a pergunta continua. Não importam quantos sejam, o Bahia precisa que alguns jogadores assumam o posto de indispensáveis. Por carência, mas por mérito também. Apostas?

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