Time tem jogado até
bem, mas o assunto hoje é retroativo e atual, o fora de campo.
Estava na Fonte Nova
no dia do Bahia da Torcida.
Óbvio que muita gente, ao invés de ajudar, quer aproveitar a força que tem a maior instituição esportiva do nordeste, mas uma prova de que isso não será fácil veio quando a equipe de um programa sensacionalista apareceu no estádio. Vários vídeos mostram o momento, mas só quem esteve lá pode dizer quão assustador foi.
Não lembro quem estava no palco se dirigindo à torcida, mas em coisa de 10 ou 15 segundos, cinco mil pessoas ignoraram microfones, ignoraram aqueles que os convocaram ali, e direcionaram sua raiva a um grupo de no máximo cinco pessoas, ali representando uma persona non grata, pra dizer o mínimo.
Um momento de revolta, cheio de paixão e rancor, espontâneo e incontrolável.
Depois desse e de tudo que aconteceu ali, saí com a impressão renovada de que o Bahia poderia ser um misto de Green Bay Packers e Nápoli. Um time que representa parte menos abonada e mais apaixonada pelo futebol, com coragem, respeito e história pra disputar com gigantes, junto com uma equipe que é controlada por seus torcedores.
É possível que exista aí uma dose de divagação e utopia. Mas não importa quão oportunista o cara seja, não importa quão ditador o cara seja, o Bahia está longe de ser o caminho mais tranquilo para um escroque que sonhe em usar sua presidência como trampolim.
E a título de curiosidade, o 17 de maio de 2013, o dia do Bahia da Torcida, marcou também o dia da morte daquele que talvez tenha sido o maior tirano que a América conheceu no século XX, o General Videla.

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