Quando o assunto é a quantidade de títulos nacionais de primeira importância, o Bahia tem o mesmo número do Botafogo, e tem mais que o Atlético-MG. Sim, mais que o clube onde hoje atua um dos melhores jogadores que o mundo viu nos últimos anos.
Quando o assunto é torcida,
partindo do pressuposto que ela é medida em estádio e não em Internet, só Galo,
Corinthians, Flamengo e Santa Cruz atingem nível semelhante.
A real disputa do
clube nunca foi, nem deveria voltar a ser, com o Vitória. Os anos 90 e 2000 são
um gigantesco e inaceitável lapso que não pode ser repetido. Mas que a diretoria
se esforça para buscar.
Sim, a culpa é mais
da diretoria que dos outros. O elenco do Bahia tem quase 40
jogadores, quando um time que queira ser levado não pode ter mais de 30. Quem são os 40? Além
das poucas e honrosas exceções, são atletas inexperientes ou decadentes, verdes
ou podres.
Lógico que é difícil
ter jogadores de qualidade, entre os 25 e os 27 anos no Brasil, mas não é difícil encontrar outros com 30 e que tenham mais
ambição que os que estão lá.
O resultado vem com
dinheiro, o que o Bahia consegue fácil com a história e a torcida que tem, mas também
com planejamento e comprometimento. E se a base tem tido algum sucesso aparente,
o que só podemos confirmar se houver continuidade e se nomes realmente vingarem,
não dá para dizer que vejo, em quem chega, vontade de defender o clube.
Acabado o primeiro
turno, o Bahia está fora da zona, principalmente, por incompetência alheia. Independente de gostar
ou não de Guimarães ou Angioni, o Bahia de hoje está errado.
Grife não ganha jogo, não dá sangue. Para o segundo turno
e para todo o sempre, menos contratações, menos gente no time. Mais investimento
em preparação física e na base. Investimento em quem é Bahia,
em quem é bom, em quem é profissional.
Três espécies em
extinção no clube.
Ver o Atlético-GO tocar
a bola o jogo inteiro, com um Bahia apático, em pleno Pituaçu, é um retrato negativo
que não teve o efeito colateral possível.
É o que podemos
comemorar. Com returno, e com volta gradual de lesionados, vamos ver se sobra
motivo para celebração, no fim do ano.
Diretoria, técnico e elenco não vão melhorar até lá, mas todo mundo precisa ver o tamanho da instituição e da torcida que representam. Um mínimo de respeito, pelo menos.

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