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segunda-feira, 27 de agosto de 2012

Respeito, pelo menos


Quando o assunto é a quantidade de títulos nacionais de primeira importância, o Bahia tem o mesmo número do Botafogo, e tem mais que o Atlético-MG. Sim, mais que o clube onde hoje atua um dos melhores jogadores que o mundo viu nos últimos anos.

Quando o assunto é torcida, partindo do pressuposto que ela é medida em estádio e não em Internet, só Galo, Corinthians, Flamengo e Santa Cruz atingem nível semelhante.

A real disputa do clube nunca foi, nem deveria voltar a ser, com o Vitória. Os anos 90 e 2000 são um gigantesco e inaceitável lapso que não pode ser repetido. Mas que a diretoria se esforça para buscar.

Sim, a culpa é mais da diretoria que dos outros. O elenco do Bahia tem quase 40 jogadores, quando um time que queira ser levado não pode ter mais de 30. Quem são os 40? Além das poucas e honrosas exceções, são atletas inexperientes ou decadentes, verdes ou podres.

Lógico que é difícil ter jogadores de qualidade, entre os 25 e os 27 anos no Brasil, mas não é difícil encontrar outros com 30 e que tenham mais ambição que os que estão lá.

O resultado vem com dinheiro, o que o Bahia consegue fácil com a história e a torcida que tem, mas também com planejamento e comprometimento. E se a base tem tido algum sucesso aparente, o que só podemos confirmar se houver continuidade e se nomes realmente vingarem, não dá para dizer que vejo, em quem chega, vontade de defender o clube.

Acabado o primeiro turno, o Bahia está fora da zona, principalmente, por incompetência alheia. Independente de gostar ou não de Guimarães ou Angioni, o Bahia de hoje está errado.

Grife não ganha jogo, não dá sangue. Para o segundo turno e para todo o sempre, menos contratações, menos gente no time. Mais investimento em preparação física e na base. Investimento em quem é Bahia, em quem é bom, em quem é profissional.

Três espécies em extinção no clube.

Ver o Atlético-GO tocar a bola o jogo inteiro, com um Bahia apático, em pleno Pituaçu, é um retrato negativo que não teve o efeito colateral possível.

É o que podemos comemorar. Com returno, e com volta gradual de lesionados, vamos ver se sobra motivo para celebração, no fim do ano.

Diretoria, técnico e elenco não vão melhorar até lá, mas todo mundo precisa ver o tamanho da instituição e da torcida que representam. Um mínimo de respeito, pelo menos.

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