Páginas

sexta-feira, 27 de julho de 2012

O inexplicável do bem

O inexplicável do bem está com o Bahia.

Primeiro, Zé Roberto. Jogou bem contra o Coritiba e foi o melhor em campo contra o Palmeiras, ao lado de Souza. Desonrou o apelido de Zé Boteco, e deixou a torcida do Bahia feliz.

Feliz também foi Magno, no excelente passe para o gol perdido pelo próprio Zé, antes dele se redimir com assistência para Souza. Uma trivela sutil, em um desses momentos que o futebol fica direto, simples e bonito. Sem firulas.

Além deles, tivemos a arbitragem. Não estamos acostumados a essa segurança, especialmente fora de casa e contra um grande. Lance de Fabinho me parece interpretativo, mas como a dúvida tende a favorecer o maior e o mandante, juiz foi corajoso. De resto, Lomba sofreu falta antes do gol de Obina, e o pênalti em Lulinha foi juvenil e inaceitável, mas aconteceu.

Bacana também foi o espírito de equipe. A comemoração de Titi, após o pênalti, soa bonita e sincera. Como aconteceu contra o Coritiba, Souza chama os caras depois de marcar, principalmente no segundo gol.

No final do jogo, Caio Júnior fez os jogadores saudarem os que foram apoiar a equipe. A torcida é o que mais pode incentivar o empenho de gente da idade e do nível de Kléberson, Zé Roberto e Mancini. É inexplicável e do bem.

Lógico que as falhas permanecem, principalmente no posicionamento defensivo, e ninguém pode se ater à sorte e ao resultado para mascarar um problema. Se ele não tiver solução, pode pelo menos ser diminuído, com treinamento e testes.

Que o inexplicável do bem permaneça por aqui, mas que a gente não dependa dele, por favor.

Nenhum comentário:

Postar um comentário