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quinta-feira, 16 de agosto de 2012

O trio e a dupla (ou ser e estar)

Depois da Ponte Preta, tem gente que considera as mudanças do Bahia não só responsáveis pela vitória como, num fabuloso delírio, o segredo para a Libertadores em 2013.

O lado positivo, logicamente, é saber que Alysson, Lucas Fonseca e Victor Lemos não fizeram a gente sentir saudade dos titulares Titi, Danny Morais e Fahel. Mas com os mesmos Titi e Danny Morais na zaga, o Bahia não tomou gol do Corinthians, não tomou gol do Palmeiras e passou 90 minutos sem tomar um gol legal do Grêmio, em pleno Olímpico.

Ontem a defesa foi ok, mas se manteve intacta também por causa de Lomba e da sorte. Embora Lucas Fonseca já tenha dado sinais de uma segurança acima da média na saída de bola, às vezes afrouxa na marcação, como aconteceu diante da Ponte e do Coritiba. A diferença é que, no jogo em Pituaçu, essas falhas resultaram em dois gols.

Não defendo a eterna manutenção de Titi, Danny Morais e Fahel. Só reitero que o Bahia não venceu só por causa das suspensões, nem perdia ou empatava por causa dos três.

No entanto, qualquer evolução, para ser consumada e ter continuidade, deve começar pela base. E Caio Júnior tem priorizado o acerto da defesa, no que tem tido sucesso se ponderarmos as peças que ele tem. Nos seis jogos sob seu comando, o Bahia tomou quatro gols. Marcou só cinco, mas em boa parte sem  Souza (quatro partidas) e Gabriel (três).

Ou seja, mais que defender a promoção imediata do trio que começou contra a Ponte, que se comemore o retorno da combinação que mais funciona na frente. Juntos, só ontem, poderiam ter três gols e duas assistências se, no início do segundo tempo, após ótimo jogada de G-8 e na marca de pênalti, Souza não tivesse chutado um tiro de meta.

A vantagem é que Lulinha entrou bem, exagero não fez falta e, erro do Caveirão à parte, sabemos que os ele e Gabriel não estão bons, mas são bons. Pelo menos para o Bahia atual.

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