Depois da Ponte
Preta, tem gente que considera as mudanças do Bahia não só responsáveis pela
vitória como, num fabuloso delírio, o segredo para a Libertadores em 2013.
O lado positivo,
logicamente, é saber que Alysson, Lucas Fonseca e Victor Lemos não fizeram a
gente sentir saudade dos titulares Titi, Danny Morais e Fahel. Mas com os
mesmos Titi e Danny Morais na zaga, o Bahia não tomou gol do Corinthians, não
tomou gol do Palmeiras e passou 90 minutos sem tomar um gol legal do Grêmio, em pleno Olímpico.
Ontem a defesa foi
ok, mas se manteve intacta também por causa de Lomba e da sorte. Embora Lucas Fonseca
já tenha dado sinais de uma segurança acima da média na saída de bola, às vezes
afrouxa na marcação, como aconteceu diante da Ponte e do Coritiba. A diferença
é que, no jogo em Pituaçu, essas falhas resultaram em dois gols.
Não defendo a eterna manutenção de Titi , Danny Morais e Fahel. Só reitero que o Bahia não venceu só por causa das suspensões, nem perdia ou empatava por causa dos três.
Não defendo a eterna manutenção de Titi
No entanto, qualquer
evolução, para ser consumada e ter continuidade, deve começar pela base. E Caio
Júnior tem priorizado o acerto da defesa, no que tem tido sucesso se
ponderarmos as peças que ele tem. Nos seis jogos sob seu comando, o Bahia tomou
quatro gols. Marcou só cinco, mas em boa parte sem Souza (quatro partidas) e Gabriel
(três).
Ou seja, mais que
defender a promoção imediata do trio que começou contra a Ponte, que se
comemore o retorno da combinação que mais funciona na frente. Juntos, só ontem,
poderiam ter três gols e duas assistências se, no início do segundo tempo, após
ótimo jogada de G-8 e na marca de pênalti, Souza não tivesse chutado um
tiro de meta.
A vantagem é que Lulinha
entrou bem, exagero não fez falta e, erro do Caveirão à parte, sabemos que os ele
e Gabriel não estão bons, mas são bons. Pelo menos para o Bahia atual.

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