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sexta-feira, 3 de agosto de 2012

Passar o problema para quem não resolve

Sobre Bahia e São Paulo, como estava num aniversário, vi menos do que gostaria, mas vamos lá.

Gil Bahia não é Daniel Alves, mas também não é Fabinho. Embora tenha começado no Cruzeiro, é de Salvador e tem 20 anos. A idade acusa o verde, mas também está ligada à ambição, o que falta a parte do elenco. E, na comparação com concorrentes, ele pelo menos é lateral. Vaias não ajudam.

Do outro lado, Ávine. Excelente jogador, desde que com volante ou zagueiro fixo para cobrir suas costas, já que sempre foi mais ala que lateral. Mas não está bem, o que é compreensível por longo tempo lesionado, e agora abriu a boca em entrevista coletiva.

Tenho receio de indiretas públicas a companheiros de equipe. Não sei o que exatamente se passa no Bahia, Ávine tem história, futebol e moral para falar do clube, mas será que ele não poderia lavar a roupa suja no vestiário, com os próprios jogadores? Deixar claro para a torcida e para a imprensa que alguns não estão comprometidos vai ajudar o time?

Externar problemas para quem não pode solucioná-los não me parece inteligente. Se é pessoal, que se resolva com o(s) outro(s). Dentro de campo, nos jogos e nos treinos, é com os jogadores. O apoio e a cobrança, na arquibancada, é com a torcida. E o papel da imprensa não é ajudar.

Ávine merece respeito. E, junto com Gabriel e Lomba, tem que assumir postura de líder. Tomara que suas declarações façam algum bem ao time.

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